terça-feira, 31 de maio de 2011

Das heranças...

Receber uma herança pode ser uma experiência terrível.

A leitura de um testamento ou a realização de partilhas entre irmãos pode significar desavenças, conflitos e descobertas...descobre-se a verdadeira essência do bicho homem.

E na minha família,aquando a leitura do testamento do meu avô materno (homem que enriqueceu pelo contrabando de bacalhau em tempo de guerra e que após isso consegui gastar todo o dinheiro em vinho e putas, e ainda utilizava notas como papel higiénico) em 1989, instalou-se a verdadeira confusão pela disputa de uma casa apalaçada e algumas terras.

A casa ficou para a minha mãe, irmã mais nova que ali sempre viveu e que cuidou do meu avô até à sua morte. As terras seriam a dividir pelos 4 irmãos. Não aceitaram, mas como foi redigido testamento em vida que remédio teriam, embora a minha mãe tivesse de dar tornas aos irmãos pelo valor patrimonial da casa ser substancialmente maior. Assim foi.

A minha mãe, em 1989 era uma mulher de 35 anos com duas filhas pequenas e um marido de 35 anos reformado por invalidez...e ainda tinha de dar tornas aos irmãos...no valor de 5000 contos (uma fortuna). Mas deu, com mais ou menos dificuldade, com muito trabalho e sacrifício da parte dela lá conseguiu pagar aos irmãos, que lhe viraram as costas e apenas queriam era o dinheiro.

Os anos passaram e os atritos familiares lá se desvaneceram...

A minha mãe vendeu a casa em 1998 porque na altura não precisávamos de uma casa apalaçada que se ia degradando cada vez mais. Precisávamos sim de dinheiro, liquidez...eu estava a entrar para o secundário e a minha irmã para o ciclo. E após a venda da casa os irmãos voltaram a aproximar-se. Cada um dos outros com o seu terreno e a minha mãe...sem a casa, mas com dinheiro para conseguir sustentar a família.

Agora com o falecimento do meu avô paterno, houve necessidade de regularizar as partilhas pois a minha avó é herdeira. E a história repete-se...

Este meu avô era oriundo de famílias ricas, com terrenos e outros bens. E junto com os terrenos da família da minha avó conseguiram ter uma vida algo desafogada financeiramente, ainda que ensombrada pelo flagelo do álcool. O meu avô foi durante muito tempo produtor de vinho, e claro está...

Também foi produtor de azeite e fornecedor de pêras, maças, e pêssegos para a cooperativa. Isto para além de ter sempre batatas, feijão, etc...Foram sempre quase auto-suficientes no que produziam. E isto gerava dinheiro, muito dinheiro, que se gastava...em álcool e putas (tal como o avô materno).

Mas as terras lá foram ficando, bem como a casa onde ainda vive a minha avó.

Agora houve então a necessidade das partilhas, e como a irmã mais velha do meu pai já tinha recebido quando casou um terreno onde veio a construir a casa dela sempre disse que já não queria mais nada. Que o restante património fosse dividido pelos irmãos.

Assim existem 2 grandes terrenos e a casa que se divide em 2 partes, a casa propriamente dita e uns anexos (onde o meu pai construiu uma pequena oficina de bricolage para estar distraído),uma adega e outro anexo com um poço.

E em conversas ao longo dos anos sempre ficou definido que a casa e um dos terrenos ficava com  a irmã do meio e o anexo da casa e o outro terreno ficaria para o meu pai. E como legalmente a casa ainda não pode ser herdada porque a minha avó é viva e para simplificar o processo na conservatória a minha avó resolveu passar já para o nome do meu pai o terreno que lhe pertence e o anexo da casa, uma vez que não é habitação e não é essencial à sobrevivencia dela. A casa e o outro terreno ficariam legalmente como forma de assegurar a sobrevivencia da minha avó e aquando do falecimento dela passaria-se então para o nome da irmã do meio.

Mas a irmã do meio, tia que eu adoro do coração, acha que está a sair prejudicada. Que já todos os irmãos têm a sua parte e ela mais uma vez está a ser discriminada...como alega que foi toda a vida...

Enfim..a minha avó está de rastos...ficou mais perturbada com esta situação do que com a morte do meu avô..Ela não merecia isto...

E em conversa franca com a minha irmã lá acordamos que jamais nos zangaríamos pelos motivos parvos de heranças e partilhas.

Mais uma vez se prova que o dinheiro não é sinónimo de felicidade..

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Acontecimentos...

Foram tantos, tantos, tantos, os acontecimentos...que para os relatar estava aqui até ao mês que vem...

A reter:

-O meu sinal...tirei os pontos, mas o gajo deve amar-me do fundo do coração, não me larga...voltou a aparecer. Assim lá vou eu de novo ao médico. Não é normal...aquilo parece uma bolha de água.

-Formação "Gestão da Qualidade" que adorei! As formações deveriam ter sempre formadores adequados. Fazem mesmo toda a diferença na hora de aprender ou relembrar.

-Comemorações do Dia da Cidade, em que não parei sossegada em casa, com o feriado municipal a mistura que veio dar novo significado à expressão "não fazer ponta de c****".É que foi mesmo.

-Desejo incontrolável de comer caracóis. E como não encontrei um tasco que os tivesse...comi pipocas.

-Máquina de lavar roupa pifou. E com um arranjo de 250€ preferi comprar uma nova. Salvé seguro de riscos eléctricos. Ainda assim...a relação que tinha com a minha máquina era quase de amor, e vai custar-me ter lá uma desconhecida.

-Benção das pastas da minha irmã! Foi magnífico. Inchada de orgulho que eu estava. Ela linda que estava, uma pequenina gorda que se transformou numa magnifica mulher. Fantástica naquele traje académico. Super feliz por ter realizado mais um sonho, por ter concluído mais uma etapa, por ter ultrapassado mais um obstáculo. E todos nós super felizes com ela. Piquenique no Choupal num ambiente descontraído e divertido. É bom ver a família reunida e feliz pelas coisas boas que nos vão acontecendo. A nossa vida não foi propriamente fácil...e mesmo assim vamos tendo sucessos.

E resta-me agradecer a Deus pelas coisas boas que vão acontecendo na minha vida. Acredito cada vez mais que depois da tempestade vem a bonança...e todos os desaires são testes à nossa força e resistência, e se os vamos ultrapassando ficamos cada vez mais fortes. E não me parece que seja cliché!

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Entrei na estatística...

Chegam aqui ao "establecimento" , perguntam quantos somos.

-Duas, somos duas.

-Duas quê?

-Técnicas Superiores...

-Ok.

-Porquê?

-Para estatística.

-De?!?

-Greve?!?

-Qual Greve?!?

-Pois também não sei, mas o que importa é que não fizeram...

-Hummm...

E pronto. 19 de Maio de 2011 dia de greve, qual greve, dia de greve, qual greve, dia de greve, qual greve...

E doeu...

Eu tinha até ontem um sinal na cintura que resultou de um pêlo encravado, embora a mim não me convença essa teoria. mas tudo bem, médico que é médico lá sabe.

Primeiro: Pêlos na cintura?!
Segundo: Pêlo encravado não deixa a pele negra e esponjosa.
Terceiro: Pêlo encravo inflama e causa dor.
Quarto: Pêlo encravado não causa verruga.

O meu sinal/pêlo/verruga não me doía, não sentia nem me incomodava, até que comecei a emagrecer. E aí, qualquer toque doía, a água do duche a passar por lá incomodava e qualquer coisa que por ali tocasse tinha medo que fizesse rebentar o dito, que mais parecia uma bolha de água.

E vai daí, o médico mais despistado (mas competente) que conheço resolveu retirar-me o sinal em ambulatório...e, mesmo na hora do tão afamado jogo de futebol, lá fui eu directinha à sala da pequena cirurgia.

Eu, que nunca levei pontos na vida...vi-me deitada num catre minúsculo, com o cirurgião a falar pelos cotovelos com a enfermeira...e derepente...uma dor invadiu-me o corpo que reagiu num salto único.

E pronto...aquela coisa insignificante iria ser retirada a sangue frio e eu já rezava a todos os santinhos...Mas não...

"Ai filha desculpa, a culpa foi toda minha, esqueci-me que ainda não te tinha dado anestesia...Desculpa!"

E lá senti a picadinha da anestesia. É como ir ao dentista...dor psicológica é lixada...e fui sentido quase tudo o que estava a acontecer.

Saí de lá  0,0000652 microgramas mais leve, com alguns pontos e um penso que tenho de refazer a cada 2 dias. E os pontos para tirar daqui a 13 dias...

E banho?!? "Ah, não podes...vai-te lavando à gatinho..."

I don't think so...

terça-feira, 17 de maio de 2011

Das touradas...

Pela primeira vez na vida fui a uma tourada no fim de semana.

E se gostei...? Nim...

Aflige-me aquilo...

Em tremos visuais, é um espectáculo bonito. Os cavalos a mostrar a arte equestre é sem dúvida um espectáculo lindo de se ver. A destreza com que eles "fintam" o touro é algo que merece aplausos. A coragem dos cavaleiros e forcados ao enfrentar bichos de 600kgs é algo que impressiona.

Mas ainda assim...E Se gostei...? Nim...

Aflige-me ver o touro a ser picado com as bandarilhas...aflige-me ver que todos estão a disfrutar da desgraça dele e querem que o homem supere o bicho...

E se gostei...? Nim, mas não me apanham noutra com 99.9% de certeza.

Diagnósticos...puff!!!

O meu corpo é assim um ser a bem dizer...estranho!

Microadenoma da hiposfise continua por lá, o que quer dizer que da consulta não me livro.

Agora, e após um batalhão de análises descobre-se que está tudo normal. Não há Prolactinas, T3, T4, TSH, nem FT4 com valores alterados.

Pois que sim, tudo bem nas minhas análises. O que não quer dizer que não voltem a alterar e quando/se isso acontecer tenho de ter muito cuidado, pois se engravidar nos entretantos (o que significa andar a fazer testes de gravidez de outras análises de 15 em 15 dias), corro o risco de abortar outra vez.

Além de me sentir hipocondriaca, pareço uma drogadita cheia de picas de agulhas...mas por ora, não tenho nada e o meu corpo "está a caminhar em linha recta" segundo o médico.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Do turismo

Felizmente já tive oportunidade de viajar, conhecer alguns locais magníficos, mas persiste sempre a máxima que conhecemos melhor o que está longe e não visitamos o que está bem perto de nós.

E mea culpa, eu admito que não conheço Lisboa. Não conheço Lisboa com olhos de turista. Tenho pena, mas a verdade é que não conheço.

Não conheço a Lisboa dos museus, das igrejas, dos monumentos, dos miradouros, do elevador...

Apenas fui ao Mosteiro dos Jerónimos, ao Museu dos Coches, ao da Marinha, à Torre de Belém e ao Padrão dos Descobrimentos. Devo ter ido ao Aquário Vasco da Gama em criança, Fui ao Zoo o ano passado e ao Oceanário em 2003.

Para além disto, e apesar de já lá ter vivido e trabalhado uns tempos, Lisboa tem sido Centros Comerciais, casa das primas, casa da tia, casa dos amigos, passeios pelo Parque das Nações, Casino, bares e pronto. (mentira, também fui ver as Marchas Populares em 2009)

Lisboa é muito mais que isto e eu quero e vou conhecer essa Lisboa!

E por isso mesmo parece-me que este ano vou de vacances até à nossa capital! 

Saber gerir frustrações...

Depois de 5 meses de árduo treino, kms e kms feitos em cima de uma bicicleta, quer dentro de casa, quer ao sol, ao frio e  à chuva...

Depois de tanto investimento físico e financeiro, em material para a bike, em alimentação mais específica, em equipamentos xpto, em dezenas de lavagens de equipamentos imundos...

Depois de sacrificar a nossa vida a dois, porque tinha de treinar, porque tinha combinado um treino às milhentas da noite, porque havia que preparar a bike que tinha ficado um pouco combalida de um treino mais intenso...

Eis que chega o dia da maratona. 100kms em BTT. Muito duros, pela serra, com altimetria bastante inclinada, com subidas de 11%...enfim...mesmo duro.

E eu toda inchada de orgulho porque o meu homem treinou bastante mais do que nos anos anteriores. Se nos outros anos sempre terminou com boa classificação a expectativa para este ano era alta. Muito alta.

E eu tinha a certeza que ele ia conseguir, pois a preparação foi boa, ele estava em forma. E ele também tinha a certeza que ia conseguir, que ia ficar 100 lugares a frente do que ficou no ano passado. Para uma prova com 3000 participantes o objectivo dele era ficar nos primeiros 600.

E a prova começou. E dei-lhe toda a força, toda a assistência possível. Mesmo com a chuva que me molhou até aos ossos, eu estava lá com ele.

E 63kms volvidos...uma descida banstante acentuada...uma grande queda deixou-o arranhado, negro, durido e com a bike toda partida...mas pior, deixou-o frustrado e sem vontade de voltar a treinar, de voltar a fazer uma maratona...

Se eu fiquei frustrada com a impossibilidade dele continuar, não pela impossibilidade fisica mas pela impossibilidade material, nem consigo pôr-me no lugar dele...a frustração deve ser de tal forma grande e dificil de gerir. Sinto-o triste, desiludido, desanimado...nem vontade de arranjar a bicicleta ele tem...

Eu sei que ele faz um esforço para que a frustração não o impeça de continuar a vida normal, mas também sei que lhe está a ser dificil. E fico frustrada por não conseguir "ajudar" o homem que amo a ultrapassar isto.

Existe algum manual de gestão de frustrações? Se sim onde poderei arranjar um exemplar?

Graças a Deus que não se magoou a sério, não partiu nada nem ficou com lesões de maior...nem consigo imaginar a dor da familia do Wouter Weyland, o ciclista que morreu na sequência de uma queda no Giro de Itália...e soltei algumas lágrimas por ter o meu JP vivo e com saúde,mesmo durido, arranhado e todo negro.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Mulher, esse bichinho estranho...com diagnósticos que são palavrões...

A bem dizer isto não anda nada fácil...

Agora tenho mestruação de 15 em 15 dias. O que efectivamente resulta em tpm o resto do tempo. O que efectivamente resulta em abstinência. O que efectivamente causa transtorno. O que efectivamente resulta em nada...

Ressonância Magnética acusa microadenoma da hipófise.

Análises de prolactina SEMPRE elevada.

Entonces...qual vaca leiteira que não está grávida...mas parece que está, o corpo assume que está e por isso não engravida...

Assim sendo, esta coisa do microadenoma da hipofise é um tumor benigno mas que é chatinho...

Então estamos assim: Análises de 15 em 15 dias, testes de gravidez de 15 em 15 dias, muito namoro (sexo)com o marido mesmo se achar que tenho o periodo e adoptar um comportamento de grávida porque gravidez não se detecta com 1, 2 ou 3 dias e o corpo pode rejeitá-la antes sequer de se confirmar...

Deus me ajude...não quero repetir a saga...

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Uns trocos que podem dar jeito.

Em Setembro registei-me aqui e não dei importância à coisa.

Hoje por essa blogosfera fora vi que uma blogger já ganhou algum dinheiro através do site e tentei ver do que se tratava. Pois era o mesmo que eu nunca liguei nenhuma...andei tantos meses a perder dinheiro...

E assim andei a estudar melhor o esquema da coisa e é facil, recebemos 0.1€ /dia por cada site que visitamos, mais alguns cêntimos por cada resgisto e ainda uma percetagem sobre o valor de compras efectuadas.

Assim, se quiserem registem-se através da minha rede, que beneficiaremos em conjunto!

Obrigada!

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Olha eu na América!!!


Fiquei assim sem jeito e de lagrimita no olho, mas a verdade é que estou inchada de alegria!

A blogosfera tem-se revelado um bom porto de abrigo, quando tudo à nossa volta parece não estar de acordo com a nossa linha de pensamento.

Por aqui tem acontecido...confrontos directos com pessoas que têm vidas muito difrentes da minha, formas de pensar que, para mim, estão totalmente erradas, formas de estar na vida incorrectas aos meus olhos, e como tal vou-me afastando para não ser hipócrita, para não dar palmadinhas nas costas, para não ser indelicada ao expressar a minha opinião que não será aceite...enfim...não mandar dizer por ninguém nem aguentar ficar calada quando não concordo tem-me trazido dissabores...Claro que perdi algumas pessoas mas nos entretantos vou descobrindo outras ainda mais fantásticas, aqui bem pertinho de mim e por esse mundo fora!!!

quinta-feira, 21 de abril de 2011

100

100 seguidores!

Obrigada!!!

terça-feira, 19 de abril de 2011

Mais um ano...

Se no ano passado escrevi assim, este ano só tinhamos a Simone para cantar os Parabéns...

84 anos. Bonito de celebrar. A minha avó já não pode celebrar junto de nós, mas nós celebrámos por ela...seriam 94...

E pela primeira vez esqueci que já não tinha o meu avô...perguntei se ele estava bem...estará com toda a certeza...a olhar por nós...

terça-feira, 12 de abril de 2011

Ordem Cronológica Literária

Se aqui lia "Enquanto Salazar dormia...", acção passada em plena década de 40, ontem iniciei a leitura de "A Vida num sopro" de José Rodrigues dos Santos, açcão passada no inicio dos anos 30.

Resultado, estou baralhada no que ao Estado Novo, Guerra Civil Espanhola e 2º Guerra Mundial diz respeito...

Devia ter começado por ler "A vida num sopro", para respeitar a ordem cronológica da nossa História recente e aprender mais com isso.

Para além de que nos anos 40 a "história" é bem mais agitada, com mais suspense e mais acção!



segunda-feira, 11 de abril de 2011

Foi em boa hora

Em boa hora que decidimos comprar a mota.

Claro que não nos livramos dos comentários parvos do género "com um carro tão bom que têm estão a passar de cavalo para burro", "não vejo vantagem nenhuma se continuas a ter de andar sempre à boleia do teu marido", "vais ter sempre de andar de carro por isso não vai have poupança", etc etc etc, mas a verdade é que estou-me literalmente nas tintas.

Em boa hora que decidimos comprar a mota porque ainda só passaram 2 semanas e já notamos uma diferença significativa em relação aos kms percorridos e ao valor gasto em combustível.

E com os valores absurdos que temos de pagar por litro de gasolina...é de apostar cada vez mais num meio de transporte mais económico. A nossa carteira agradece (muito) e o ambiente também.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Da ferrugem

Nunca fui uma expert em línguas...

Caricato para quem segue estudos em Turismo, mas o facto é que não morro de amores por falar outra língua que não a minha materna.

Tive Inglês, Francês, Espanhol e Alemão...

O Alemão já morreu completamente na minha memória.

O Espanhol vai saindo espanholês.

O Inglês e o Francês deveriam ser as que melhor falaria, escreveria, entenderia...mas o facto é que a cada dia que passa sinto mais dificuldade em pensar, ler e escrever em inglês e francês...

Quando estive em Paris falei e entendi tudo, embora com algumas dificuldades, mas é inato tentar falar a língua que vamos ouvindo. Inglês lá vou lendo e ouvindo umas coisas, mas a verdade é que cada vez sinto mais dificuldade em entender tudo.

O meu cérebro necessita de exercício linguístico...está muito enferrujado...

terça-feira, 5 de abril de 2011

Sou uma blogger da treta...

Toda a blogosfera troca selos, selinhos, desafios e por ai fora...e eu já fui uma feliz contemplada com esses mimos vindos de blogs que vou visitando por aí.

Acontece que sou uma despistada e NUNCA respondi a desafio nenhum (mentira respondi a este e ao desafio de Natal da Polo Norte).

Assim sendo, a todos os que me enviaram selos, selinhos, desafios e por ai fora...peço DESCULPA por não ter respondido...:)

quarta-feira, 30 de março de 2011

45 minutos de Drenagem Linfática por dia

E agora que tenho 45 minutos por dia de puro relax deitada numa marquesa a fazer drenagem linfática eis que tenho tempinho para ir pondo a leitura em dia.

Este livro estava em atraso e agora todos os dias embarco numa viagem à Lisboa de outros tempos.

Posso dizer que adoro estes livros cheios de história que me levam para tempos e locais que admiro.


Enquanto Salazar Dormia...



Amaral, Domingos



1941 - enquanto a Europa é destruída pela guerra, Portugal é, aparentemente, um oásis para refugiados. Salazar, não querendo tomar nenhum partido no conflito, manda a sua polícia fechar os olhos, criando um campo de batalha entre espiões ingleses e alemães no nosso pacato país. Leitura obrigatória para quem quer saber como Portugal na realidade participou na II Guerra. Uma história recheada de factos reais contados por uma personagem imaginária, Jack Gil, filho de pai inglês e de mãe portuguesa, que nos vai arrastando para dentro da “belle époque” da Lisboa dos anos 40.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Acabadinho de chegar por mail

Há de tudo!!!...




Geração à Rasca (o outro lado...)


- Então, foste à manifestação da geração à rasca?

- Sim, claro.

- Quais foram os teus motivos?

- Acabei o curso e não arranjo emprego.

- E tens respondido a anúncios?

- Na realidade, não. Até porque de verão dá jeito: um gajo vai à praia, às esplanadas, as miúdas são giras e usam pouca roupa. Mas de inverno é uma chatice. Vê lá que ainda me sobra dinheiro da mesada que os meus pais me dão. Estou aborrecido.

- Bom, mas então por que não respondes a anúncios de emprego?

- Err...

- Certo. Mudando a agulha: felizmente não houve incidentes.

- É verdade, mas houve chatices.

- Então?

- Quando cheguei ao viaduto Duarte Pacheco já havia fila.

- Seguramente gente que ia para as Amoreiras.

- Nada disso. Jovens à rasca como eu. E gente menos jovem. Mas todos à rasca.

- Hum... E estacionaste onde? No parque Eduardo VII?

- Tás doido?! Um Audi TT cabrio dá muito nas vistas e aquela zona é manhosa. Não, tentei arranjar lugar no parque do Marquês. Mas estava cheio.

- Cheio de...?

- De carros de jovens à rasca como eu, claro. Que pergunta!

- E...?

- Estacionei no parque do El Corte Inglés. Pensei que se me despachasse cedo podia ir comprar umas coisinhas à loja gourmet.

- E apanhaste o metro.

- Nada disso. Estava em cima da hora e eu gosto de ser pontual.

Apanhei um táxi. Não sem alguma dificuldade, porque havia mais jovens à rasca atrasados.

- Ok. E chegaste à manif.

- Sim, e nem vais acreditar.

- Diz.

- Entrevistaram-me em directo para a televisão.

- Muito bom. O que disseste?

- Que era licenciado e estava no desemprego. Que estava farto de pagar para as reformas dos outros.

- Mas, se nunca trabalhaste, também não descontaste para a segurança social.

- Não? Pois... não sei.

- Deixa-me adivinhar: és licenciado em Estudos Marcianos.

- F***-se! És bruxo, tu?

- Palpite. E então, gritaste muito?

- Nada. Estive o tempo todo ao telemóvel com um amigo que estava na manif do Porto. E enquanto isso ia enviando mensagens para o Facebook e o Twitter pelo iPhone e o Blackberry.

- Mas isso não são aparelhinhos caros para quem está à rasca?

- São as armas da luta. A idade da pedra já lá vai.

- Bem visto.

- Quiriquiri-quiriquiri-qui! Quiriquiri-quiriquiri-qui!

- Calma, rapaz. Portanto despachaste-te cedo e ainda foste à loja gourmet.

- Uma merda! A luta é alegria, de forma que continuámos a lutar Chiado acima, direitos ao Bairro Alto. Felizmente uma amiga, que é muito previdente, tinha reservado mesa.

- Agora os tascos do Bairro aceitam reservas?

- Chamas tasco ao Pap'Açorda?

- Errr... E comeram bem?

- Sim, sim. A luta é cansativa, requer energia. Mas o pior foi o vinho. Aquele cabernet sauvignon escorregava...

- Não me digas que foste conduzir nesse estado.

- Não. Ainda era cedo. Nunca ouviste dizer que a luta continua? E continuou em direcção ao Lux. Fomos de táxi. Quatro em cada um, porque é preciso poupar guito para o verão. Ah... a praia, as esplanadas, as miúdas giras e com pouca roupa...

- Já não vou ao Lux há algum tempo, mas com a crise deve estar meio morto, não?

- Qual quê! Estava à pinha. Muita malta à rasca.

- E daí foste para casa.

- Não. Apanhei um táxi para um hotel. Quatro estrelas, que a vida não está para luxos.

- Bom, és um jovem consciente. Como tinhas bebido e...

- Hã?! Tu passas-te! A verdade é que conheci uma camarada de luta e...

bem... sabes como é.

- Resolveram fazer um plenário?

- Quê? Às vezes não te percebo.

- Costuma acontecer. E ficaram de ver-se?

- Ha! Ha! Ha! De ver-se, diz ele. Não estás a ver a cena. De manhã chegámos à conclusão que ela era bloquista e eu voto no Portas. Saiu porta fora. Acho que foi tomar o pequeno-almoço à Versailles.

- Tu tomaste o teu no hotel.

- Sim, mas mandei vir o room service, porque ainda estava meio ressacado.

- Depois pagaste e...

- A crédito, atenção. Com o cartão gold do Barclays.

- ... rumaste a casa.

- Sim, àquela hora a A5 não tinha trânsito. Já não havia malta à rasca a entupir o tráfego.

- Moras onde? Paço d'Arcos? Parede?

- Que horror! Não, não. Moro na Quinta da Marinha, numa casita modesta que os meus pais se vêem à rasca para pagar. Para a próxima levo-os comigo.

14 de Abril de 1985

Não sei de acontecimentos importantes no país neste dia...mas foi um dia importante na minha vida e na vida de toda a minha família.

Dia 14 de Abril de 1985 o meu pai, jovem de 22 anos, casado com uma filha bebé teve um acidente de mota que o deixou em estado de coma por alguns meses...

Lembro-me desse dia como se tivesse sido ontem...ele na cama e a minha mãe a correr ao telefone publico (do outro lado da rua) ligar o 115...

Aparentemente uma queda sem importancia (Os capacetes não sei se eram obrigatórios, mas naquele dia, como era um trajecto de 100 metros até casa ele levava-o pendurado no braço), levantou-se e foi para casa.

Já deitado começou a vomitar e a delirar...estava a entrar em coma...

Eu ainda dormia no berço ao lado da cama deles...

Lembro-me de pessoas a ajudar os bombeiros, lembro-me dos rotativos da ambulancia, dos bombeiros, do aparato...enfim...lembro-me do mais infimo pormenor daquele dia..apesar de não me recordar do nascimento da minha irmã 3 anos depois....

Lembro-me de todas as visitas ao Hopital dos Covões, de todas as visitas a Alcoitão...em 1985 não se chegava com a mesma facilidade a esses locais ainda para mais quando se vivia numa aldeia, quando carros só havia o de 1 tia...

Foram meses de sofrimento, teve de aprender tudo outra vez, falar, ler, escrever, andar, comer...tudo...

Em 2 anos ficou recuperado, mas com sequelas ao nível neurológico que o impediram de ter uma vida normal. É deficiente motor...não há fisioterapia que ajude, não há medicamentos que ajudem não há nada que cure...

E ontem fomos levantar a nossa mota...e sei que para os meus pais foi um grande choque...

E eu não tenho coragem sequer de a conduzir...Certo que acidentes podemos ter também de carro...eu confio no meu homem para me conduzir e nos proximos tempos viro motard (à pendura) para vir trabalhar.

quarta-feira, 23 de março de 2011

A importância de perpétuar a espécie

Não que queira fazer nenhuma dissertação sobre o assunto...apenas tenho vindo a constatar que é mesmo importante ter filhos!!

Nos últimos anos tenho conhecido muitas pessoas que por opção não têm filhos. Pessoas de idades entre os 50 e os 70 que não quiseram ter filhos. São opções de vida é certo. Não condeno, mas ainda assim não compreendo.

E não compreendo porque é triste olhar para o lado a uma determinada altura da vida e não ter apoio de ninguém. Os familiares morrem, os maridos/esposas morrem e aí, se não existem filhos a pessoa fica completamente só no mundo.

Vivem uma vida dedicada ao cônjuge e nem tão pouco se lembram que um dia estarão completamente sós...Natal, aniversário, ocasiões especiais, no dia a dia, nos problemas quotidianos...não sei, faz-me alguma confusão...

Na doença, se não houver filhos o tratamento que a pessoa terá não será tão humanizado. Existem bons profissionais, mas a palavra de conforto de um familiar compensará todo e qualquer profissional 5 estrelas.

Na morte, não havendo filhos por mais que existam sobrinhos ou primos ou outros, jamais terão um sentimento e afinidade tão genuina como um filho (isto num normal contexto familiar).

E poderia dissertar muito mais sobre o assunto...

É que hoje deu-me para isto porque pessoas amigas à minha volta com toda a certeza vão terminar os seus dias sozinhas...porque além do núcleo familiar já ser, só por si reduzido, tomaram a opção de vida não ter filhos...e dou por mim a ter pena dessas pessoas que são boas pessoas demais para um dia mais tarde não terem ninguém que lhes dê amor e carinho...porque todos chegaremos a velhos...e um dia morreremos...é assim a lei da vida.

terça-feira, 22 de março de 2011

Das descobertas blogosféricas...

Acredito que existem mesmo boas pesoas, aquelas pessoas com bom coração, genuínas, verdadeiras.

E esta coisa da blogosfera faz-me descobrir pessoas dessas!

Não é necessário andar aos beijinhos e abraços diariamente,não são necessárias falsas modéstias, não é necessário andar com peneiras nem bajulações.

As pessoas com bom fundo reconhecem-se por vezes num simples comentário a um post sem importância...

E eu sou uma sortuda que tenho encontrado pessoas dessas.

A ninguém em geral e a todos no particular, OBRIGADA!

Decisões de PrimaVERA!!

Nada melhor que dias de sol para alegrar os espíritos mais emsombrados.

E nada melhor que dias de sol para tomar decisões que nos decidem parte do futuro.

Ora nós temos apenas um carro (carrinha a pensar no aumento familiar e na horta que nos abastece sempre que vamos de visita aos meus pais), que serve prefeitamente para nós enquanto casal que vive numa cidade pequena, que tem os mesmos horários e que não tem filhos.

No entanto, após a chegada de um filho os horários alteram-se naturalmente, e eu terei mesmo de adquirir o gosto (obrigação) de conduzir, coisinha que evito a todo o custo...

A pensar no aumento familiar (que não sei para quando será...mas será um dia destes...) e um pouco na nossa comodidade e na nossa carteira e enquanto vem e não vem a cegonha chegamos a conclusão que a aquisição de um novo meio de transporte será uma mais valia neste momento.

Desta feita, e como não se justifica mais um carro só porque sim, decidimos que uma mota seria perfeito.

É uma ideia que tem sido desenvolvida ao longo dos tempos, até que a descisão final chegou.

Já fizemos o test drive e a satisfação foi total.

Com o preço do gasóleo sempre a subir por vezes evitamos dar umas voltinhas ao fim de semana para que possamos ir mais vezes visitar a minha familia, mas achamos que ainda não somos escravos de nós próprios...

E o novo brinquedo vem a caminho!!!!!

sexta-feira, 18 de março de 2011

E pois que...

Pois que comecei com a fotodepilação para não me sentir tão Frida Kahlo.

E pois que aquilo não doi.

E pois que aquilo faz cheirar a porco queimado...

E pois que eu não gosto nada desse cheiro...

segunda-feira, 14 de março de 2011

Ide para um sítio que eu cá sei...

Para onde devemos mandar os nossos chefes quando eles revolvem que o trabalho que deveria ter sido feito em 3 meses (e que nós andamos a insistir para fazer desde Dezembro mas que nunca tivemos luz verde para isso) deve ser feito desde hoje as 14 horas até amanhã as 17?

Eu analiso da seguinte forma:
Pensamento deles (os chefes) - Antes que o Governo vá para o penico deixa lá apresentar obra feita, mandamos vir uns dinheiritos dos Fundos Comunitários e depois dizemos para terem em atenção que fizemos isto em tempo record para o superior interesse da instituição e do país.

E eu faço o tenho a fazer porque preciso do meu emprego, porque tenho brio profissional...mas...não consigo compactuar com pessoas corruptas...que se servem do Estado para que este sirva os seus interesses pessoais...

quinta-feira, 10 de março de 2011

É mais forte que eu...

quando recebo a noticia de uma nova gravida a conviver comigo diarimente...ainda por cima de uma tipa que me desiludiu demasiado...não consigo ficar indiferente...é mais forte que eu...neste caso nem é ficar verde de inveja...é ficar verde nem sei de quê...não é justo...

quarta-feira, 9 de março de 2011

Normalidade volta depressa!!!

Após dias bem complicadinhos...talvez a normalidade regresse.

Quero acreditar que sim.

A minha mãe está optima, apesar de muitas complicações na operação, apesar de ter voltado a ser internada 2 dias depois. Foi um enorme susto...ninguém morre de gases...sim, gases...foi  disganóstico...porque o intestino está a encontrar nova posição...porque ainda não funciona a 100%. E vai daí...2 dias depois de ter saido do hospital começou a delirar, com cólicas...e barulhos na cabeça que ela insistia que eu devia ouvir também...a pressão dos gases fazia dela um ser completamente descontrolado.

O olhar vazio até ao infinito, o ritmo cardiaco bastante acelerado, o corpo gelado...temi o pior...

Testei ao máximo os pneus do carro do meu pai (que não me deixaram ficar mal a 200km/h atrás do Inem) e depois de uma noite não dormida nas urgências o diagnóstico às 11 da manhã foi...gases...que felizmente passaram e não causaram danos maiores.

Voltei para minha casa. São sentimentos estranhos...a casa dos pais será sempre a nossa casa, onde nos sentimos protegidos, onde os nossos problemas desaparecem, onde estamos seguros de nós próprios, onde somos sempre crianças, onde nos vem à memórias episódios das nossa infância/adolescencia que julgavamos para sempre perdidos na nossa memória.

Adoro a minha casa, amo o meu marido, mas esta semana em casa dos meus pais...fez-me balançar e ter cada vez mais a certeza que é aquele o meu lugar, proximo da minha família, proximo das minhas raizes.

Claro que o meu marido é muito mais ponderado que eu e obvio que não podemos deixar tudo o que temos para traz assim de um dia para o outro...empregos muito estáveis nos dias de hoje são uma raridade ainda para mais nos jovens adultos como nós.Mas quero viver na ilusão que vamos conseguir mudar de cidade com as mesmas regalias ou melhores que temos actualmente, nem que seja daqui a 10 anos! Tenho conseguido alcançar tudo aquilo a que me proponho. Porque razão haveria de ser diferente agora...?

Enquanto lá estive voltei a sentir o sabor da infância, o aconchego da famíla...coisa que infelizmente o meu marido não conhece...tenho pena por ele...foi um menino rico, mimado, com todos os bens materiais que se podem dar...teve este mundo e o outro em termos materiais. Mas faltou-lhe o amor incondicional da família...a atenção dos pais, a transmissão de alguns valores importantes...que agora ele sente falta e esforça-se por receber...não da familia dele mas da minha...

Li a agenda do meu avô. Frases simples com letra arcaica...:
Hoje choveu.
Estava muito frio.
Semeei as alfaces para a Vera.
Comprei um saco de milho para as galinhas.
A Vera veio cá.
A Vanda comprou o carro.
Fomos a Fátima.
Dei um saco de batatas à Sónia.
Nasceu o João.
...
...
...

A vida dele resumida de forma tão simples, dia após dia...

A ultima entrada da agenda:
17/01/2011
Fui comprar o casaco. Custou 59€.

As saudade do meu avô corroem-me a alma....lamento ter vindo para longe, não ter passado mais tempo com ele nos ultimos 11 anos...A vida é mesmo assim...mas cada vez mais tenho a certeza que não quero viver/morrer longe da minha familia.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Dias dificeis

Têm sido uns dias altamente produtivos (o que é bom) mas altamente cansativos (o que também e óm tendo em conta que estava farta do marasmo profissional).

Também têm sido uns dias dificeis, ressaca das férias, ressaca da morte do meu avô, aniversários da mana e da mamã e eu longe, mamã que vai ser internada hoje e operada amanha...

Acredito que depois da tempestada vem a bonança...mas esta tarda em chegar.

Tenho vontade de fazer aqui algumas "dissertações filosóficas" sobre vários assuntos,tenho vontade de responder a alguns (muitos) desafios que estão em atraso (mea culpa) mas a falta de tempo durante o dia assim o impede e à noite nem vontade tenho de ligar o portátil. Vou "brincando" no FB através do telemóvel e pronto. Acaba o dia e no dia seguinte a mesma coisa. A rotina é tramada mas quando algo sai fora da norma parece que temos a vida virada do avesso e custa voltar a ficar organizada...

Nos entretantos...também há coisas boas, e dias de sol. :)

:.: Odisseias Experiências - Almoço Buffet para 2 :.:

:.: Odisseias Experiências - Almoço Buffet para 2 :.: