sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Arriscar ou não?

O dia de ontem correu bem. o conforto no coração é o melhor presente de aniversário que alguma vez poderei vir a ter. O calor da minha família é algo que realmente me faz feliz.

E tive uma proposta de emprego tentadora. E neste momento não sei se estou tentada a arriscar. O que será melhor, um vínculo definitivo à função pública numa área que gosto muito mas para a qual não estudei, que não me realiza e que implica estar separada da minha família por 200kms, ou um emprego que não sei se será precário, que não sei se dará resultado num complexo turistico inovador que irá abrir em 2012 na praia, na minha área de formação, junto à minha família?

Não tive problema em dizer quanto queira ganhar e assim até podia ponderar despedir-me da função pública (que ao contrário do que muita gente pensa, não é o emprego de sonho com mordomias e regalias e que os últimos acontecimentos o comprovam). Se sou boa no que faço  se me querem a trabalhar têm de me dar condições para tal. Pode parecer presunção achar que sou boa profissional, mas também não sou de falsas modéstias. Não tenho execesso de confiança, mas sei o meu valor e acredito muito em mim. Aqui tenho o meu salário no dia 21 de cada mês e sem surpresas. Posso estar longe da minha família, pois que sim mas também tenho contas para pagar...

A téroika deixa-me com algum (para não dizer muito) medo (para não dizer pavor) dos tempos que se seguem. Claro que não sou paranoica com isso, mas assusta-me pensar que poderei chegar ao fim de um qualquer mês e não ter dinheiro suficiente para pagar as minhas contas...E poderia ser insensato da minha parte deitar fora um emprego como o meu neste momento de grandes dificuldade para o país.

O meu marido diz que se eu quiser arriscar ele até nas limpezas trabalha se for preciso, pois o trabalho dele também não está muito bem de saúde. E qualquer dia pode deixar de haver dinheiro para salários se continuarem a esbanjar como têm feito até aqui. Má gestão e super protecção de algumas trabalhadoras que dão graxa e o corpinho ao manifesto (se é que me faço entender) que recebem de ajudas de custo valor superior ao salário base....e julgava eu (ingénua) que ajudas de custo recebiam-se na função pública e não no privado...

E daí não sei mesmo...se há uns tempos estava decidida em mudar de cidade de emprego e tal, neste momento tenho medo porque é algo novo que pode dar certo ou não. Pode fechar ao fim de uns meses, podem despedir-me (porque o turismo é feito de rotatividade e sazonalidade e neste momento, infelizmente as pessoas têm cada vez menos €€€disponibilidade€€€ para fazer turismo).

Por outro lado vejo o exemplo da Marianne que é uma Mulher cheia de garra e coragem que não teve medo. Arriscou sem olhar para o lado, e muito menos para trás. E também tem contas para pagar e dois filhos pequenos.

Exemplos destes dão-me alento para continuar. Cenas dos próximos episódios se aguardam e o verão de 2012 parece que ainda vai lá longe. Pelo menos já imprimi novo CV para ter aqui à mão caso seja necessário.

A propósito de continuar, continuo também na minha luta contra os 70 kgs que TINHA e a coisa está a correr muito bem.

3 comentários:

Sexy na Cidade disse...

arriscar sempre!!

Maria

Inês disse...

Exige tudo o que queres, tenta que te façam um contrato bom para os tempos que correm.Se corresponderem ao que queres força nisso, já que tens o apoio necessário. Um conselho: se aceitares está atenta às alterações ao código do trabalho.
Bjs e bom fim-de-semana.

Joana de Matos Neves disse...

Encontrei o seu blogue por acaso, nos meus giros pela blogosfera, e gostei deste post, porque espelha os dilemas com que muitos de nós nos deparamos. Segundo a minha experiência, o melhor é mesmo arriscar. Boa sorte!
Joana
http://habitatpalavra.blogspot.com