terça-feira, 28 de junho de 2011

Especificidades

Enerva-me muito os concursos de recrutamento de pessoal publicados em Diário da Republica...

Então, o posto de trabalho é defenido. As habilitações académicas também. Mas depois há sempre aquela especificação(zinha) que só aquela pessoa em específico é que pode concorrer.

Então temos:

Posto de Trabalho: Turismo de Portugal
Categoria: Técnico Superior
Função: Analise de projectos de Investimento

Posto isto, aqui a je poderia concorrer. Sou Licenciada em Turismo, sou técnica Superior e trabalho em Projectos de Investimento apresentados a candidaturas a Fundos Comunitários.

Pois, mas não posso (ou não podia porque já acabou o prazo)!E porquê?! Porque a habilitação exigida é Licenciatura em Direito com Pós-graduação em Património Cultural e formação especifica na área de Gestão de Projectos.

Só falta dizer que o candidato deve ter assistido aos seminários x e y, deve ter formação em observação de golfinhos, formação especifica em manuseamento de teclados de computador e conhecimentos avançados em produção de biscoitos e licores...e quiçá uma mais valia, formação em badminton e voleibol, saber andar de bicicleta e porventura saber nada...

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Notas soltas...

Estive de férias. 1 semana. Não fosse a contractura do trapézio que me foi diagnosticada e teria ido lavar a vista a algum lado.

Ando outra vez a dar uma de hipocondriaca, e tenho para mim que o meu IRS do ano que vem vai ultrapassar o limite máximo de despesas de saúde a deduzir. Ainda estamos a meio do ano e o volume de recibos (e euros) na farmácia, hospital e outras consultas já vai grande.

Mas pronto, cá me aguento!

Os meus pais vieram visitar-me. Acho que foi numa de solidariedade...e para me distrair do desaire do ano passado...e em boa verdade, ajudou muito. Não vale a pena alongar-me neste ponto, porque cada vez se torna mais difícil arranjar palavras para descrever o que sinto. Aliás...não há mesmo palavras...é silencio e vazio, mas a vida continua e p'ra frente é que é o caminho.

Arraial de S. João no bairro. Divertido. Não gosto de sardinhas...mas gosto de uma boa açorda alentejana (sem pão que não sou alentejana). Vá...gosto de caldinho de água quente com azeite alho e coentros com um ovo escalfado. Só é açorda se tiver pão, dizem os entendidos. E assim se passou a noite.

Gosto dos arraiais! Parece-me que estamos a voltar ao antigamente (digo eu que sou antiga!!!), malta nova nos arraiais dos santos populares não se via muito por aqui, nem por lá onde vivi 18 anos com os meus pais. É bem mais agradável estar num destes arraiais do que dentro de um qualquer bar irrespirável.

Pode ser da idade...mas cada vez gosto menos de sair à noite para ir a um bar. Fumo, calor, miúdas histéricas, miúdos com a mania que são homens,engates estranhos...Gosto de sair à noite, sim, de quando em vez, de preferência para um lugar onde não existam muitas pessoas.

Em contraponto, gosto de passear de dia e ver gente...Ontem estava um calor daqueles...Alentejo profundo, 40º à sombra, nem uma brisa suave para fazer mexer o cabelo...e...espantem-se...não vi viv'alma...

Tudo bem, está calor, não apetece fazer nada, mas será que ficam 12000 pessoas fechadas em casa a um Domingo à tarde? Há esplanadas, jardins, espaços com ar condicionado que são bem mais agradáveis do que a escuridão de uma casa...(que tem de estar fechada todo o santo dia e às escuras para o ar ser respirável de dia).

Onda de calor?!?Qual quê!!Os alentejanos e quem cá vive (no Alentejo profundo) sabe bem o que é calorrrrrrrr!

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Podem dar uma ajudita, sff?

Concorri a um passatempo para ir ao Rock in Rio 2011 no Rio de Janeiro, e hoje começara as votações.

O tema é: o que farias para ir ao Rock in Rio Brasil 2011

Euzinha concorri com uma foto a andar de mantanha russa, com uma cara de sofrimento que só visto...o rapazito ao lado é o sr. meu marido todo feliz da vida!

Em relação às fotos que lá vi muito poucas respondem à pergunta do concurso, mas pronto...

A boa noticia é que ao votar todos podem também concorrer através do voto, o que implica preencher uma série de dados e validar depois no mail. E podem votar as vezes que quiserem. Depois os mails votantes vão a sorteio.

Resolvi concorrer porque necessito urgentemente de algo que me distraia, que me afaste da cabeça o assunto que me atormenta e pode ser que enha a sorte de irem 2 e virem 3 made in RIR.:)

Obrigadinha desde já, o link é este:
http://rockinrio-lisboa.sapo.pt/eu-vou-a-voar-para-o-rio-de-janeiro/galerias/rockinrio/fotos/4/, e votem em ----

Obrigada!!

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Clonagem

Era só o que me faltava agora...

Cartão de crédito cancelado por tentativa de fraude...

Também são parvos...agradeço muito por isso.

Tentaram movimentar um valor superior ao plafond do cartão, e o meu querido banco não permitiu!! Se tivessem movimentado valores baixos poderiam ter conseguido.

Efemeridades

Neste dia foram publicados:

Discurso do Método de Descartes e 1984 de George Orwell.

Ambos livros que adorei e li quando ainda não entendia muito (nem entendo) de filosofia nem de politica.

Talvez seja um bom pretexto para voltar a ler.


terça-feira, 7 de junho de 2011

Problemas/dilemas de adolescente...

Aqui e aqui falei da falta de educação da filha de uma casal amigo.

Não deixou de o ser nos entretantos, mas a culpa não é dela e tive a confirmação disso mesmo...

É uma menina que quer porque que chamar a atenção. E isso só manifesta falta de carinho e atenção por parte dos pais.

A mãe acha que só ela é que trabalha, e que tem uma vida desgraçada pois vive em função da família...Mentira! Trabalhar todos trabalhamos, e cabe a nós próprios decidir se nos vitimizamos ou não.

Os horários no trabalho dela são rotativos, entre manhã, tarde e noite (nunca depois das 22h) e adivinhem lá quem está sempre disponível para esse horário? Ou seja, entra as 13h, janta das 17h às 18h e sai as 22h. E está sempre disponível para trabalhar aos fins de semana e feriados. E troca folgas quando está escalada para outros horários. E quando está de folga, podia ficar em casa e estar mais tempo com os filhos..não...tem sempre algo para fazer...

Qual moura de trabalho, fá-lo porque quer. É certo que mais dinheiro ao final do mês dá jeito, mas na minha honesta opinião, não há dinheiro que pague o bem estar da nossa família...

E a filha adolescente tem sentido muito a falta da mãe...e eu entendo-a perfeitamente. Tem sempre o pai, é certo, mas há coisas de menina que têm obrigatoriamente de ser tratadas pela mãe...

O pai "ensina" o irmão em coisas de homens...mas em coisas de mulheres...

A miúda tem comportamento de rapaz, expressões de rapaz, irresponsabilidade de rapaz...e porque os exemplos dela são o pai e o irmão...e por isso é vitima de discriminação na escola...

Tem 12 anos e com quem é que ela pode falar?!? Lembrou-se de mim...e do alto dos seus 12 anos envergonhadissima...pediu-me para eu lhe fazer a depilação das axilas...

Juro que me vieram as lágrimas aos olhos...e disse: mas essas coisas tens de pedir à mãe...ao que tive de resposta: oh, ela não quer saber, já lhe pedi...

E seguiu-se uma conversa sobre o que as meninas da idade dela deveriam saber...sobre os cuidados a ter, sobre o que iria acontecer a partir dali...mas que mãe é aquela que nem um desodorizante compra à miúda, nem pensos, nem tampões...?!?

E disse-lhe que se não conseguia falar com a mãe que falasse com o pai...e percebi que não tinha à vontade para o fazer (tal como eu talvez com 12 anos não tivesse, mas felizmente a minha mãe tratou de me informar, ensinar e apoiar).

E ela voltou a dizer que preferia falar comigo...

Mas eu não posso ultrapassar a mãe...não me posso encarregar de lhe ensinar certas coisas que é a mãe que deve ensinar...para além de que posso ser acusada de me meter onde não sou chamada...mas custa-me tanto ver aquela miúda sem orientações femininas...

Coisas...

Aqui à minha volta está tudo novamente grávido (de 1ª, 2ª e 3ª viagem).
Já meia blogosfera pariu...e 1/4 está para parir.
Este mês está a ser particularmente dificil...passou um ano e está a ser mais dificil agora do que quando efecivamente aconteceu...
Aparentemente não estou deprimida, não choro, não me falta alegria, mas no fundinho do meu ser a coisa está mesmo negra.

É que ando mesmo irritada comigo!!

Eu sei que me vou tornando aborrecida por estar sempre a bater na mesma tecla, eu sei que os outros vão ficando incomodados por ser um assunto delicado, eu sei que não devo estar sempre a falar/pensar no mesmo que só dificulta o processo...mas...o que é que querem?!?É bem mais forte que eu...

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Hoje não sou mesmo boa companhia...

Assim do nada lembrei-me que faz hoje um ano fui cortar o cabelo...e...andava eu toda contetinha por ter a família a visitar-me...mas foi o dia do principio do fim... e eu não sabia...devia ter percebido que não era apenas aquela altura do mês...

De partilhar a nossa vida...

Chateia-me assim um bocadinho partilhar a minha vida com pessoas minhas amigas (julgava eu), e depois vir a perceber que essa mesma pessoa faz segredo de estado de toda a sua vida...

Aconteceu...e eu sou mesmo parva...

Pessoa essa que em tempos me deu lições de moral por eu contar muito da minha vida...

Pessoa essa que vinha todos os dias perguntar sobre a  minha vida, o que eu fazia e não fazia, e ao mesmo tempo aconteciam coisas importantes na vida dela que só agora vim a descobrir. Coisas do tipo, concorrer a lugares para empregos longe daqui, para categoria superior...

Não que esteja zangada por não ter sabido, mas sinto-me disiludida por ela não ter partilhado...eu ficaria feliz se o conseguisse...

É como devassa da vida privada...inocentemente fui partilhando a minha vida...e afinal, do outro lado...zero...

Sinto-me mesmo uma grande idiota...

terça-feira, 31 de maio de 2011

Das heranças...

Receber uma herança pode ser uma experiência terrível.

A leitura de um testamento ou a realização de partilhas entre irmãos pode significar desavenças, conflitos e descobertas...descobre-se a verdadeira essência do bicho homem.

E na minha família,aquando a leitura do testamento do meu avô materno (homem que enriqueceu pelo contrabando de bacalhau em tempo de guerra e que após isso consegui gastar todo o dinheiro em vinho e putas, e ainda utilizava notas como papel higiénico) em 1989, instalou-se a verdadeira confusão pela disputa de uma casa apalaçada e algumas terras.

A casa ficou para a minha mãe, irmã mais nova que ali sempre viveu e que cuidou do meu avô até à sua morte. As terras seriam a dividir pelos 4 irmãos. Não aceitaram, mas como foi redigido testamento em vida que remédio teriam, embora a minha mãe tivesse de dar tornas aos irmãos pelo valor patrimonial da casa ser substancialmente maior. Assim foi.

A minha mãe, em 1989 era uma mulher de 35 anos com duas filhas pequenas e um marido de 35 anos reformado por invalidez...e ainda tinha de dar tornas aos irmãos...no valor de 5000 contos (uma fortuna). Mas deu, com mais ou menos dificuldade, com muito trabalho e sacrifício da parte dela lá conseguiu pagar aos irmãos, que lhe viraram as costas e apenas queriam era o dinheiro.

Os anos passaram e os atritos familiares lá se desvaneceram...

A minha mãe vendeu a casa em 1998 porque na altura não precisávamos de uma casa apalaçada que se ia degradando cada vez mais. Precisávamos sim de dinheiro, liquidez...eu estava a entrar para o secundário e a minha irmã para o ciclo. E após a venda da casa os irmãos voltaram a aproximar-se. Cada um dos outros com o seu terreno e a minha mãe...sem a casa, mas com dinheiro para conseguir sustentar a família.

Agora com o falecimento do meu avô paterno, houve necessidade de regularizar as partilhas pois a minha avó é herdeira. E a história repete-se...

Este meu avô era oriundo de famílias ricas, com terrenos e outros bens. E junto com os terrenos da família da minha avó conseguiram ter uma vida algo desafogada financeiramente, ainda que ensombrada pelo flagelo do álcool. O meu avô foi durante muito tempo produtor de vinho, e claro está...

Também foi produtor de azeite e fornecedor de pêras, maças, e pêssegos para a cooperativa. Isto para além de ter sempre batatas, feijão, etc...Foram sempre quase auto-suficientes no que produziam. E isto gerava dinheiro, muito dinheiro, que se gastava...em álcool e putas (tal como o avô materno).

Mas as terras lá foram ficando, bem como a casa onde ainda vive a minha avó.

Agora houve então a necessidade das partilhas, e como a irmã mais velha do meu pai já tinha recebido quando casou um terreno onde veio a construir a casa dela sempre disse que já não queria mais nada. Que o restante património fosse dividido pelos irmãos.

Assim existem 2 grandes terrenos e a casa que se divide em 2 partes, a casa propriamente dita e uns anexos (onde o meu pai construiu uma pequena oficina de bricolage para estar distraído),uma adega e outro anexo com um poço.

E em conversas ao longo dos anos sempre ficou definido que a casa e um dos terrenos ficava com  a irmã do meio e o anexo da casa e o outro terreno ficaria para o meu pai. E como legalmente a casa ainda não pode ser herdada porque a minha avó é viva e para simplificar o processo na conservatória a minha avó resolveu passar já para o nome do meu pai o terreno que lhe pertence e o anexo da casa, uma vez que não é habitação e não é essencial à sobrevivencia dela. A casa e o outro terreno ficariam legalmente como forma de assegurar a sobrevivencia da minha avó e aquando do falecimento dela passaria-se então para o nome da irmã do meio.

Mas a irmã do meio, tia que eu adoro do coração, acha que está a sair prejudicada. Que já todos os irmãos têm a sua parte e ela mais uma vez está a ser discriminada...como alega que foi toda a vida...

Enfim..a minha avó está de rastos...ficou mais perturbada com esta situação do que com a morte do meu avô..Ela não merecia isto...

E em conversa franca com a minha irmã lá acordamos que jamais nos zangaríamos pelos motivos parvos de heranças e partilhas.

Mais uma vez se prova que o dinheiro não é sinónimo de felicidade..

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Acontecimentos...

Foram tantos, tantos, tantos, os acontecimentos...que para os relatar estava aqui até ao mês que vem...

A reter:

-O meu sinal...tirei os pontos, mas o gajo deve amar-me do fundo do coração, não me larga...voltou a aparecer. Assim lá vou eu de novo ao médico. Não é normal...aquilo parece uma bolha de água.

-Formação "Gestão da Qualidade" que adorei! As formações deveriam ter sempre formadores adequados. Fazem mesmo toda a diferença na hora de aprender ou relembrar.

-Comemorações do Dia da Cidade, em que não parei sossegada em casa, com o feriado municipal a mistura que veio dar novo significado à expressão "não fazer ponta de c****".É que foi mesmo.

-Desejo incontrolável de comer caracóis. E como não encontrei um tasco que os tivesse...comi pipocas.

-Máquina de lavar roupa pifou. E com um arranjo de 250€ preferi comprar uma nova. Salvé seguro de riscos eléctricos. Ainda assim...a relação que tinha com a minha máquina era quase de amor, e vai custar-me ter lá uma desconhecida.

-Benção das pastas da minha irmã! Foi magnífico. Inchada de orgulho que eu estava. Ela linda que estava, uma pequenina gorda que se transformou numa magnifica mulher. Fantástica naquele traje académico. Super feliz por ter realizado mais um sonho, por ter concluído mais uma etapa, por ter ultrapassado mais um obstáculo. E todos nós super felizes com ela. Piquenique no Choupal num ambiente descontraído e divertido. É bom ver a família reunida e feliz pelas coisas boas que nos vão acontecendo. A nossa vida não foi propriamente fácil...e mesmo assim vamos tendo sucessos.

E resta-me agradecer a Deus pelas coisas boas que vão acontecendo na minha vida. Acredito cada vez mais que depois da tempestade vem a bonança...e todos os desaires são testes à nossa força e resistência, e se os vamos ultrapassando ficamos cada vez mais fortes. E não me parece que seja cliché!

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Entrei na estatística...

Chegam aqui ao "establecimento" , perguntam quantos somos.

-Duas, somos duas.

-Duas quê?

-Técnicas Superiores...

-Ok.

-Porquê?

-Para estatística.

-De?!?

-Greve?!?

-Qual Greve?!?

-Pois também não sei, mas o que importa é que não fizeram...

-Hummm...

E pronto. 19 de Maio de 2011 dia de greve, qual greve, dia de greve, qual greve, dia de greve, qual greve...

E doeu...

Eu tinha até ontem um sinal na cintura que resultou de um pêlo encravado, embora a mim não me convença essa teoria. mas tudo bem, médico que é médico lá sabe.

Primeiro: Pêlos na cintura?!
Segundo: Pêlo encravado não deixa a pele negra e esponjosa.
Terceiro: Pêlo encravo inflama e causa dor.
Quarto: Pêlo encravado não causa verruga.

O meu sinal/pêlo/verruga não me doía, não sentia nem me incomodava, até que comecei a emagrecer. E aí, qualquer toque doía, a água do duche a passar por lá incomodava e qualquer coisa que por ali tocasse tinha medo que fizesse rebentar o dito, que mais parecia uma bolha de água.

E vai daí, o médico mais despistado (mas competente) que conheço resolveu retirar-me o sinal em ambulatório...e, mesmo na hora do tão afamado jogo de futebol, lá fui eu directinha à sala da pequena cirurgia.

Eu, que nunca levei pontos na vida...vi-me deitada num catre minúsculo, com o cirurgião a falar pelos cotovelos com a enfermeira...e derepente...uma dor invadiu-me o corpo que reagiu num salto único.

E pronto...aquela coisa insignificante iria ser retirada a sangue frio e eu já rezava a todos os santinhos...Mas não...

"Ai filha desculpa, a culpa foi toda minha, esqueci-me que ainda não te tinha dado anestesia...Desculpa!"

E lá senti a picadinha da anestesia. É como ir ao dentista...dor psicológica é lixada...e fui sentido quase tudo o que estava a acontecer.

Saí de lá  0,0000652 microgramas mais leve, com alguns pontos e um penso que tenho de refazer a cada 2 dias. E os pontos para tirar daqui a 13 dias...

E banho?!? "Ah, não podes...vai-te lavando à gatinho..."

I don't think so...

terça-feira, 17 de maio de 2011

Das touradas...

Pela primeira vez na vida fui a uma tourada no fim de semana.

E se gostei...? Nim...

Aflige-me aquilo...

Em tremos visuais, é um espectáculo bonito. Os cavalos a mostrar a arte equestre é sem dúvida um espectáculo lindo de se ver. A destreza com que eles "fintam" o touro é algo que merece aplausos. A coragem dos cavaleiros e forcados ao enfrentar bichos de 600kgs é algo que impressiona.

Mas ainda assim...E Se gostei...? Nim...

Aflige-me ver o touro a ser picado com as bandarilhas...aflige-me ver que todos estão a disfrutar da desgraça dele e querem que o homem supere o bicho...

E se gostei...? Nim, mas não me apanham noutra com 99.9% de certeza.

Diagnósticos...puff!!!

O meu corpo é assim um ser a bem dizer...estranho!

Microadenoma da hiposfise continua por lá, o que quer dizer que da consulta não me livro.

Agora, e após um batalhão de análises descobre-se que está tudo normal. Não há Prolactinas, T3, T4, TSH, nem FT4 com valores alterados.

Pois que sim, tudo bem nas minhas análises. O que não quer dizer que não voltem a alterar e quando/se isso acontecer tenho de ter muito cuidado, pois se engravidar nos entretantos (o que significa andar a fazer testes de gravidez de outras análises de 15 em 15 dias), corro o risco de abortar outra vez.

Além de me sentir hipocondriaca, pareço uma drogadita cheia de picas de agulhas...mas por ora, não tenho nada e o meu corpo "está a caminhar em linha recta" segundo o médico.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Do turismo

Felizmente já tive oportunidade de viajar, conhecer alguns locais magníficos, mas persiste sempre a máxima que conhecemos melhor o que está longe e não visitamos o que está bem perto de nós.

E mea culpa, eu admito que não conheço Lisboa. Não conheço Lisboa com olhos de turista. Tenho pena, mas a verdade é que não conheço.

Não conheço a Lisboa dos museus, das igrejas, dos monumentos, dos miradouros, do elevador...

Apenas fui ao Mosteiro dos Jerónimos, ao Museu dos Coches, ao da Marinha, à Torre de Belém e ao Padrão dos Descobrimentos. Devo ter ido ao Aquário Vasco da Gama em criança, Fui ao Zoo o ano passado e ao Oceanário em 2003.

Para além disto, e apesar de já lá ter vivido e trabalhado uns tempos, Lisboa tem sido Centros Comerciais, casa das primas, casa da tia, casa dos amigos, passeios pelo Parque das Nações, Casino, bares e pronto. (mentira, também fui ver as Marchas Populares em 2009)

Lisboa é muito mais que isto e eu quero e vou conhecer essa Lisboa!

E por isso mesmo parece-me que este ano vou de vacances até à nossa capital! 

Saber gerir frustrações...

Depois de 5 meses de árduo treino, kms e kms feitos em cima de uma bicicleta, quer dentro de casa, quer ao sol, ao frio e  à chuva...

Depois de tanto investimento físico e financeiro, em material para a bike, em alimentação mais específica, em equipamentos xpto, em dezenas de lavagens de equipamentos imundos...

Depois de sacrificar a nossa vida a dois, porque tinha de treinar, porque tinha combinado um treino às milhentas da noite, porque havia que preparar a bike que tinha ficado um pouco combalida de um treino mais intenso...

Eis que chega o dia da maratona. 100kms em BTT. Muito duros, pela serra, com altimetria bastante inclinada, com subidas de 11%...enfim...mesmo duro.

E eu toda inchada de orgulho porque o meu homem treinou bastante mais do que nos anos anteriores. Se nos outros anos sempre terminou com boa classificação a expectativa para este ano era alta. Muito alta.

E eu tinha a certeza que ele ia conseguir, pois a preparação foi boa, ele estava em forma. E ele também tinha a certeza que ia conseguir, que ia ficar 100 lugares a frente do que ficou no ano passado. Para uma prova com 3000 participantes o objectivo dele era ficar nos primeiros 600.

E a prova começou. E dei-lhe toda a força, toda a assistência possível. Mesmo com a chuva que me molhou até aos ossos, eu estava lá com ele.

E 63kms volvidos...uma descida banstante acentuada...uma grande queda deixou-o arranhado, negro, durido e com a bike toda partida...mas pior, deixou-o frustrado e sem vontade de voltar a treinar, de voltar a fazer uma maratona...

Se eu fiquei frustrada com a impossibilidade dele continuar, não pela impossibilidade fisica mas pela impossibilidade material, nem consigo pôr-me no lugar dele...a frustração deve ser de tal forma grande e dificil de gerir. Sinto-o triste, desiludido, desanimado...nem vontade de arranjar a bicicleta ele tem...

Eu sei que ele faz um esforço para que a frustração não o impeça de continuar a vida normal, mas também sei que lhe está a ser dificil. E fico frustrada por não conseguir "ajudar" o homem que amo a ultrapassar isto.

Existe algum manual de gestão de frustrações? Se sim onde poderei arranjar um exemplar?

Graças a Deus que não se magoou a sério, não partiu nada nem ficou com lesões de maior...nem consigo imaginar a dor da familia do Wouter Weyland, o ciclista que morreu na sequência de uma queda no Giro de Itália...e soltei algumas lágrimas por ter o meu JP vivo e com saúde,mesmo durido, arranhado e todo negro.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Mulher, esse bichinho estranho...com diagnósticos que são palavrões...

A bem dizer isto não anda nada fácil...

Agora tenho mestruação de 15 em 15 dias. O que efectivamente resulta em tpm o resto do tempo. O que efectivamente resulta em abstinência. O que efectivamente causa transtorno. O que efectivamente resulta em nada...

Ressonância Magnética acusa microadenoma da hipófise.

Análises de prolactina SEMPRE elevada.

Entonces...qual vaca leiteira que não está grávida...mas parece que está, o corpo assume que está e por isso não engravida...

Assim sendo, esta coisa do microadenoma da hipofise é um tumor benigno mas que é chatinho...

Então estamos assim: Análises de 15 em 15 dias, testes de gravidez de 15 em 15 dias, muito namoro (sexo)com o marido mesmo se achar que tenho o periodo e adoptar um comportamento de grávida porque gravidez não se detecta com 1, 2 ou 3 dias e o corpo pode rejeitá-la antes sequer de se confirmar...

Deus me ajude...não quero repetir a saga...

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Uns trocos que podem dar jeito.

Em Setembro registei-me aqui e não dei importância à coisa.

Hoje por essa blogosfera fora vi que uma blogger já ganhou algum dinheiro através do site e tentei ver do que se tratava. Pois era o mesmo que eu nunca liguei nenhuma...andei tantos meses a perder dinheiro...

E assim andei a estudar melhor o esquema da coisa e é facil, recebemos 0.1€ /dia por cada site que visitamos, mais alguns cêntimos por cada resgisto e ainda uma percetagem sobre o valor de compras efectuadas.

Assim, se quiserem registem-se através da minha rede, que beneficiaremos em conjunto!

Obrigada!

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Olha eu na América!!!


Fiquei assim sem jeito e de lagrimita no olho, mas a verdade é que estou inchada de alegria!

A blogosfera tem-se revelado um bom porto de abrigo, quando tudo à nossa volta parece não estar de acordo com a nossa linha de pensamento.

Por aqui tem acontecido...confrontos directos com pessoas que têm vidas muito difrentes da minha, formas de pensar que, para mim, estão totalmente erradas, formas de estar na vida incorrectas aos meus olhos, e como tal vou-me afastando para não ser hipócrita, para não dar palmadinhas nas costas, para não ser indelicada ao expressar a minha opinião que não será aceite...enfim...não mandar dizer por ninguém nem aguentar ficar calada quando não concordo tem-me trazido dissabores...Claro que perdi algumas pessoas mas nos entretantos vou descobrindo outras ainda mais fantásticas, aqui bem pertinho de mim e por esse mundo fora!!!

quinta-feira, 21 de abril de 2011

terça-feira, 19 de abril de 2011

Mais um ano...

Se no ano passado escrevi assim, este ano só tinhamos a Simone para cantar os Parabéns...

84 anos. Bonito de celebrar. A minha avó já não pode celebrar junto de nós, mas nós celebrámos por ela...seriam 94...

E pela primeira vez esqueci que já não tinha o meu avô...perguntei se ele estava bem...estará com toda a certeza...a olhar por nós...

terça-feira, 12 de abril de 2011

Ordem Cronológica Literária

Se aqui lia "Enquanto Salazar dormia...", acção passada em plena década de 40, ontem iniciei a leitura de "A Vida num sopro" de José Rodrigues dos Santos, açcão passada no inicio dos anos 30.

Resultado, estou baralhada no que ao Estado Novo, Guerra Civil Espanhola e 2º Guerra Mundial diz respeito...

Devia ter começado por ler "A vida num sopro", para respeitar a ordem cronológica da nossa História recente e aprender mais com isso.

Para além de que nos anos 40 a "história" é bem mais agitada, com mais suspense e mais acção!



segunda-feira, 11 de abril de 2011

Foi em boa hora

Em boa hora que decidimos comprar a mota.

Claro que não nos livramos dos comentários parvos do género "com um carro tão bom que têm estão a passar de cavalo para burro", "não vejo vantagem nenhuma se continuas a ter de andar sempre à boleia do teu marido", "vais ter sempre de andar de carro por isso não vai have poupança", etc etc etc, mas a verdade é que estou-me literalmente nas tintas.

Em boa hora que decidimos comprar a mota porque ainda só passaram 2 semanas e já notamos uma diferença significativa em relação aos kms percorridos e ao valor gasto em combustível.

E com os valores absurdos que temos de pagar por litro de gasolina...é de apostar cada vez mais num meio de transporte mais económico. A nossa carteira agradece (muito) e o ambiente também.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Da ferrugem

Nunca fui uma expert em línguas...

Caricato para quem segue estudos em Turismo, mas o facto é que não morro de amores por falar outra língua que não a minha materna.

Tive Inglês, Francês, Espanhol e Alemão...

O Alemão já morreu completamente na minha memória.

O Espanhol vai saindo espanholês.

O Inglês e o Francês deveriam ser as que melhor falaria, escreveria, entenderia...mas o facto é que a cada dia que passa sinto mais dificuldade em pensar, ler e escrever em inglês e francês...

Quando estive em Paris falei e entendi tudo, embora com algumas dificuldades, mas é inato tentar falar a língua que vamos ouvindo. Inglês lá vou lendo e ouvindo umas coisas, mas a verdade é que cada vez sinto mais dificuldade em entender tudo.

O meu cérebro necessita de exercício linguístico...está muito enferrujado...

terça-feira, 5 de abril de 2011

Sou uma blogger da treta...

Toda a blogosfera troca selos, selinhos, desafios e por ai fora...e eu já fui uma feliz contemplada com esses mimos vindos de blogs que vou visitando por aí.

Acontece que sou uma despistada e NUNCA respondi a desafio nenhum (mentira respondi a este e ao desafio de Natal da Polo Norte).

Assim sendo, a todos os que me enviaram selos, selinhos, desafios e por ai fora...peço DESCULPA por não ter respondido...:)

quarta-feira, 30 de março de 2011

45 minutos de Drenagem Linfática por dia

E agora que tenho 45 minutos por dia de puro relax deitada numa marquesa a fazer drenagem linfática eis que tenho tempinho para ir pondo a leitura em dia.

Este livro estava em atraso e agora todos os dias embarco numa viagem à Lisboa de outros tempos.

Posso dizer que adoro estes livros cheios de história que me levam para tempos e locais que admiro.


Enquanto Salazar Dormia...



Amaral, Domingos



1941 - enquanto a Europa é destruída pela guerra, Portugal é, aparentemente, um oásis para refugiados. Salazar, não querendo tomar nenhum partido no conflito, manda a sua polícia fechar os olhos, criando um campo de batalha entre espiões ingleses e alemães no nosso pacato país. Leitura obrigatória para quem quer saber como Portugal na realidade participou na II Guerra. Uma história recheada de factos reais contados por uma personagem imaginária, Jack Gil, filho de pai inglês e de mãe portuguesa, que nos vai arrastando para dentro da “belle époque” da Lisboa dos anos 40.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Acabadinho de chegar por mail

Há de tudo!!!...




Geração à Rasca (o outro lado...)


- Então, foste à manifestação da geração à rasca?

- Sim, claro.

- Quais foram os teus motivos?

- Acabei o curso e não arranjo emprego.

- E tens respondido a anúncios?

- Na realidade, não. Até porque de verão dá jeito: um gajo vai à praia, às esplanadas, as miúdas são giras e usam pouca roupa. Mas de inverno é uma chatice. Vê lá que ainda me sobra dinheiro da mesada que os meus pais me dão. Estou aborrecido.

- Bom, mas então por que não respondes a anúncios de emprego?

- Err...

- Certo. Mudando a agulha: felizmente não houve incidentes.

- É verdade, mas houve chatices.

- Então?

- Quando cheguei ao viaduto Duarte Pacheco já havia fila.

- Seguramente gente que ia para as Amoreiras.

- Nada disso. Jovens à rasca como eu. E gente menos jovem. Mas todos à rasca.

- Hum... E estacionaste onde? No parque Eduardo VII?

- Tás doido?! Um Audi TT cabrio dá muito nas vistas e aquela zona é manhosa. Não, tentei arranjar lugar no parque do Marquês. Mas estava cheio.

- Cheio de...?

- De carros de jovens à rasca como eu, claro. Que pergunta!

- E...?

- Estacionei no parque do El Corte Inglés. Pensei que se me despachasse cedo podia ir comprar umas coisinhas à loja gourmet.

- E apanhaste o metro.

- Nada disso. Estava em cima da hora e eu gosto de ser pontual.

Apanhei um táxi. Não sem alguma dificuldade, porque havia mais jovens à rasca atrasados.

- Ok. E chegaste à manif.

- Sim, e nem vais acreditar.

- Diz.

- Entrevistaram-me em directo para a televisão.

- Muito bom. O que disseste?

- Que era licenciado e estava no desemprego. Que estava farto de pagar para as reformas dos outros.

- Mas, se nunca trabalhaste, também não descontaste para a segurança social.

- Não? Pois... não sei.

- Deixa-me adivinhar: és licenciado em Estudos Marcianos.

- F***-se! És bruxo, tu?

- Palpite. E então, gritaste muito?

- Nada. Estive o tempo todo ao telemóvel com um amigo que estava na manif do Porto. E enquanto isso ia enviando mensagens para o Facebook e o Twitter pelo iPhone e o Blackberry.

- Mas isso não são aparelhinhos caros para quem está à rasca?

- São as armas da luta. A idade da pedra já lá vai.

- Bem visto.

- Quiriquiri-quiriquiri-qui! Quiriquiri-quiriquiri-qui!

- Calma, rapaz. Portanto despachaste-te cedo e ainda foste à loja gourmet.

- Uma merda! A luta é alegria, de forma que continuámos a lutar Chiado acima, direitos ao Bairro Alto. Felizmente uma amiga, que é muito previdente, tinha reservado mesa.

- Agora os tascos do Bairro aceitam reservas?

- Chamas tasco ao Pap'Açorda?

- Errr... E comeram bem?

- Sim, sim. A luta é cansativa, requer energia. Mas o pior foi o vinho. Aquele cabernet sauvignon escorregava...

- Não me digas que foste conduzir nesse estado.

- Não. Ainda era cedo. Nunca ouviste dizer que a luta continua? E continuou em direcção ao Lux. Fomos de táxi. Quatro em cada um, porque é preciso poupar guito para o verão. Ah... a praia, as esplanadas, as miúdas giras e com pouca roupa...

- Já não vou ao Lux há algum tempo, mas com a crise deve estar meio morto, não?

- Qual quê! Estava à pinha. Muita malta à rasca.

- E daí foste para casa.

- Não. Apanhei um táxi para um hotel. Quatro estrelas, que a vida não está para luxos.

- Bom, és um jovem consciente. Como tinhas bebido e...

- Hã?! Tu passas-te! A verdade é que conheci uma camarada de luta e...

bem... sabes como é.

- Resolveram fazer um plenário?

- Quê? Às vezes não te percebo.

- Costuma acontecer. E ficaram de ver-se?

- Ha! Ha! Ha! De ver-se, diz ele. Não estás a ver a cena. De manhã chegámos à conclusão que ela era bloquista e eu voto no Portas. Saiu porta fora. Acho que foi tomar o pequeno-almoço à Versailles.

- Tu tomaste o teu no hotel.

- Sim, mas mandei vir o room service, porque ainda estava meio ressacado.

- Depois pagaste e...

- A crédito, atenção. Com o cartão gold do Barclays.

- ... rumaste a casa.

- Sim, àquela hora a A5 não tinha trânsito. Já não havia malta à rasca a entupir o tráfego.

- Moras onde? Paço d'Arcos? Parede?

- Que horror! Não, não. Moro na Quinta da Marinha, numa casita modesta que os meus pais se vêem à rasca para pagar. Para a próxima levo-os comigo.

14 de Abril de 1985

Não sei de acontecimentos importantes no país neste dia...mas foi um dia importante na minha vida e na vida de toda a minha família.

Dia 14 de Abril de 1985 o meu pai, jovem de 22 anos, casado com uma filha bebé teve um acidente de mota que o deixou em estado de coma por alguns meses...

Lembro-me desse dia como se tivesse sido ontem...ele na cama e a minha mãe a correr ao telefone publico (do outro lado da rua) ligar o 115...

Aparentemente uma queda sem importancia (Os capacetes não sei se eram obrigatórios, mas naquele dia, como era um trajecto de 100 metros até casa ele levava-o pendurado no braço), levantou-se e foi para casa.

Já deitado começou a vomitar e a delirar...estava a entrar em coma...

Eu ainda dormia no berço ao lado da cama deles...

Lembro-me de pessoas a ajudar os bombeiros, lembro-me dos rotativos da ambulancia, dos bombeiros, do aparato...enfim...lembro-me do mais infimo pormenor daquele dia..apesar de não me recordar do nascimento da minha irmã 3 anos depois....

Lembro-me de todas as visitas ao Hopital dos Covões, de todas as visitas a Alcoitão...em 1985 não se chegava com a mesma facilidade a esses locais ainda para mais quando se vivia numa aldeia, quando carros só havia o de 1 tia...

Foram meses de sofrimento, teve de aprender tudo outra vez, falar, ler, escrever, andar, comer...tudo...

Em 2 anos ficou recuperado, mas com sequelas ao nível neurológico que o impediram de ter uma vida normal. É deficiente motor...não há fisioterapia que ajude, não há medicamentos que ajudem não há nada que cure...

E ontem fomos levantar a nossa mota...e sei que para os meus pais foi um grande choque...

E eu não tenho coragem sequer de a conduzir...Certo que acidentes podemos ter também de carro...eu confio no meu homem para me conduzir e nos proximos tempos viro motard (à pendura) para vir trabalhar.